19 May 2007


Marcha firme,
Espalha os poros por aí.

09 May 2007

É mais fácil ser limítrofe, do que limitar-se coloquialmente.
Meus pés gelados calculam em tangentes, despercebidos,
Sobre a ótica pungente,
Os meus ângulos de luz.

Ou de tenaz sobriedade marrom,
Ou de flacidez griz.

- Idéias compactadas e mediocremente abafadas.

- Eu queria ter meio metro de altura e gostar de Segura o Tchâm.

Carta à Julia:


Como se não bastasse o futuro: essa coisa perpétua e plena de caos. Essa juventude Amadora, verde. “Imadura”.Esses direitos de chorar que nos colocamos a prova mais solitária, porra de crise juvenil. Tô de saco cheio destes ovos ao chão e dessa cara de criança apaixonada no espelho...E os seus “sapientes fins.”?!?!?...Tesos de tanta ignorância...A maior de todas, é justamente de ser jovem e querer salvar o que ainda “há de ser pródigo”.. Fim. Pena..nem mesmo as dentaduras hão de nos salvar.



26 March 2007

"O decreto Suprerestrutural foi de retorcer-nos em mais-valias sentimentais. Ja fui mais feliz quando não havia exército intra-uterino." T.A

21 January 2007


Inconstantes são meus versos de paróquia,
Que servem para apaziguar a alma insana.
Por obséquio cala toda chama
E faz brotar lamúrias,
De uma vida atroz.

Rodopiando,
Feito bailarina tonta;
Gastando a sola dos sapatos caros;
Cuspindo mágoas em meus amores;
Vingando o sopro
No que mais desprezo.

Valei-me tudo que acredito
Aquilo que perdura no que ainda vale;
Aquilo que suspeita de minha sobriedade;
Aquilo que pertence ao que faz jus.

Não tenho verbos aos meus atos,
Apenas letras aos meus desmantelos,
Que de algodão entope minhas narinas e sufoca o peito.

23 December 2006

"São várias as noites que sinto a vontade alfinetante de escrever.Sinto vontade,some; evapora, e afundo frustrada pela falsidade de minha ância. Ou pela covardia de meus instantes fracos e mongóis. Meu tempo é sopro passarinhárquico; frouxo, rápido, só. Se der cordas aos meus devaneios, a necessidade de transpor-me incorpora a inspiração que a faz gerar, acabando por morrer na ponta da língua, das orelhas, dos dedos e do clitóris literário celestial."
T.A

19 December 2006




"Vorazmente patético é o almoço das costas. Escorar se tornou um tombo arterial."
T.A

07 December 2006


"O cheiro das coisas lembra os dias que sentimos a saudade da Sensação ."
T.A.

18 November 2006


"Todo Céu é céu pela Tarde.
Todo linha é flama por qualquer coisa que se ama."
T.A

30 October 2006

"Outro dia, enquanto acordava de um sono pró-fundo, criei a certeza de estar com meus umbigos ensopados. Bati as mãos nos travesseiros e encontrei-me ao lado.
Egoístamente abracei-me em um querer-nos sem fim.
Como é bom me prender nessas teias ."
T.A

17 October 2006


"As coisas mais sutis das poesias, surgem no vão das palavras, nas frestas da voz, no respirar do dia , naquilo que momentaneamente menos importa."T.A.

15 October 2006



"Quanto tempo não escrevo.
Derreto meus olhos de todo o pensamento,

Derreto-me.
Quanto tempo não escrevo.


Descobri,

assim,

sem escrever as palavras de alento que recebia

(que projetava pela pessoa ,ela-linda, em mim),

a Sorte .


Descobri, que no desespero da vida,

sou feita de todos os meus amores,

e de todas as palavras que me deixei de escrever."

T.A.

08 October 2006




"dormente diante da chuva,
fresco dentro de mim.
sereno,
nao sei.
.
Uma face aguda que firma meu contento
crava no meu rosto qualquer sintimento,
além,
aqui,
perto de um fim"
.
T.Arnaut

04 October 2006

Portishead - Only You

22 September 2006


"Oh Deus, eu que faço concorrência a mim mesma. Me detesto. Felizmente os outros gostam de mim. É uma tranqüilidade." (ClaraClarice)

19 September 2006




"Eu, sem máquina de escrever, comporto-me no nanquim errado, cheio de borrões e trajetos em falso. Impressão digital da minha mente eletrônica, que tenta, copiosamente, transpor o todo que me transborda.
Chuá-chuá, e as palavras caem soltas sem nexo, com a esperança de haver junção nas linhas, desentranhadas, que as conduzo. Pobre de mim, atolada no piegas da vida, crente em escrever algo de valor. Grata, sou, da virtualidade que toma minhas fontes; assim não corro o risco de servirem-se de meus grifos como rascunhos ou como listas de supermercado. "
T.A.

15 September 2006

Daiblog.net - peixes

13 September 2006


"A doce lembrança que julgava só minha
trazes à tona em plena luz do dia
me envolvendo de branco
e despejando sorrisos na minha rotina...
Impunemente? "
.
(Passado)
.
Porque desse branco
bebe o dia,
bebo eu,
bebemos nós.
Vivamos esse Dia,
Branco.

10 September 2006

Penso cá, com minhas agonias.
O que se dá com essa ilha; que tanta gente morre, nasce ,vive e cria lá?(?)
Clarice morreu na ilha de Recife. Eu nasci. Zés e Chicos criam .
O que haveria com a àgua?

Quando eu era belorizontina, as coisas eram mais constantes. O dia era um constante entardecer.
Agora eu vivo na Aurora de Josué. Pobre Josué, que me encaragueja sempre, mesmo que de longe.