24 August 2007


Falaremos besteiras e haverá quem às envernize.
Viva a estupidez pontifical da literatura célebre.

21 August 2007

http://alexnoriegasketchblog.blogspot.com/


Para o poeta:
Ver-se em reverso e prosa é, realmente, desconcertante.


20 August 2007


Nem a água salgada de meus olhos se comporta naquele horizontal virtuoso de moderação. Se pudesses compreender o que seguro em mim, verias que é justamente a ausência de contrapesos que me faz tão assentável, mutavelmente equilibrada. Me refugiar em verticais de piruetas e aberturas.


14 August 2007




Na minha saliva não corre flúor; não pousa em meus poros detergente; não perpassa por meu corpo anilina. Somos feitos do só; feitos e só. Apenas.Compondo-nos em peripécias e piercings outonais. Fazes de engodo e tiques existências, mas, assim, em contradições, nos bastamos na satisfação pelo Início, pelo Meio e no fim.




11 August 2007

Tempo é o espaço das coisas quistas. É mais que o espaço da vida; é a idéia de somas e sensações acumuladas. Encher a peneira dessas brumas, virtuosamente saudosistas.


10 August 2007




Me cabe um determinado tanto em mim.
Outrora, porém, transpunha-me de volúpias inquiridas. Recheios macerados. Enxergava na urgência de Deus a copular.
Acho que a Verdadeira medida é a de petiscar-se em idéias e verdades. Nirvana em espinha dorsal, e um continuar prolongado, mais que espetacular. Orgasmo no mindinho do pé.

02 August 2007



Das raivas e das agonias.
Arrebatadoras e cretinas. ...Parindo-nas em segredo. Segredo imbecil.
Parece até coisa de cinema, circular aerofóbico..tudo em volta voltando à sim.
Cretina ...Criança.
E quando acaba, ela de Dry Martine, faz pose de mulher madurada:
obscenamente irônica.
Coisas dessa Vida cretina, que usa cinta liga.

29 June 2007


Minha alma é o espaço entre mim e o resto do mundo.




24 June 2007

Eu não durmo. Meu corpo cambita por dentro de meus ombros. Há espaço demais dentro de mim. Estou com um medo que me surpreende. Logo eu, que gozava do futuro envelhecer feito bonsai. Se o espaço de meu corpo for cada vez maior, temo me matar de tanto cintilar vivido; tenho medo de não saber lidar com essa felicidade construída.
Hoje são minhas vinte umas primaveras.

23 June 2007


TENHO UMA HISTÓRIA A ESCREVER. Nada sei mais que qualquer coisa, apenas os quinze segundo de aflição. Ela corre na avenida, bem enquadrada na câmera, sem tempos lógicos, expectativa ofegante, quase mortal. Nada sei sobre ela ainda. Não quero que morra como outras já morreram de mim. Esta vingará.Quero que seja densa, tal qual Zaratrusta, tal qual Simone a faria.È tão incrível como essas história podem nos transformar em medo e pó. È de ressaca mental, hiperativismo neurônico, um trago delas e já nos vemos num barato sem cigarros ou bebidas, refletindo, além, além e mais, intensamente e inevitavelmente.

20 June 2007

Li hoje quatro vezes destinos, duas saudades.
Eu sempre digo aos que amo: odeio a geografia, sua extensão. Seu cruel domínio onipresente.

O espaço. Prefiro aquele que perpassa as palavras, mesmo que seja esse Distância. Mesmo que meus As e meus Is estejam entre rodovias...Prefiro estas.

De pé, em pés e pedaços,
O homem da rua, maltrapilho;
Deixa a pobreza morta
Para ser vivo palhaço.

19 June 2007

Amar a Mara.
Amar a Mara além dessas margens marítimas.
Amar a Mara sem qualquer pudor.

Me aforgar em fulgor.

Quero que o acaso construa, de nós, formas tão vorazes e desconexas quanto sóbrias e distintas.

Carmem Carmim


"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
Clara Liz no Peito



'Entoarei meu canto aos solitários e aos que se retiram para a solidão aos pares. E a quem ainda tiver ouvidos para as coisas inauditas quero entorpecer-lhes o coração de minha ventura." Nietzsche




A Ilustração não é minha