05 September 2007
É, acho que nunca sou escrever.Souberam-me desde cedo que essa coisa de cair nas normas, no início meio e fim de leitores; isso sempre me perturbou.Meu cérebro das avessas, tangendo as idéias, perpassando as personagens, e eu sempre me esquecendo de quem os lê,quem os pega.Uma amiga minha me chama de Torta- “não disse que ela é toda torta?!?!”...com a voz gralhada.....Eu sou torta de mim, mas eu me entrego torta aos outros..só alguns outros, que me permitem cabê-los. Eu não faço a menor idéia pra que tudo isso e nem faço questão desse blogg...Mas é a vontade de permanecer..permanecer-me assim...viva...não dou o menor jeito pra essa coisa de escrever...escrevo de parágrafos, tijolos, pelo fim, pelo meio..olha lá Christine..tadinha..a mulher nem viveu direitinho a história ainda e ela já morreu.;e todo mundo sabe disso. Ta lá... http://o-devir-de-christine.blogspot.com/ .
21 August 2007
http://alexnoriegasketchblog.blogspot.com/Para o poeta:
Ver-se em reverso e prosa é, realmente, desconcertante.
20 August 2007
14 August 2007

Na minha saliva não corre flúor; não pousa em meus poros detergente; não perpassa por meu corpo anilina. Somos feitos do só; feitos e só. Apenas.Compondo-nos em peripécias e piercings outonais. Fazes de engodo e tiques existências, mas, assim, em contradições, nos bastamos na satisfação pelo Início, pelo Meio e no fim.
11 August 2007
10 August 2007

Me cabe um determinado tanto em mim.
Outrora, porém, transpunha-me de volúpias inquiridas. Recheios macerados. Enxergava na urgência de Deus a copular.
Acho que a Verdadeira medida é a de petiscar-se em idéias e verdades. Nirvana em espinha dorsal, e um continuar prolongado, mais que espetacular. Orgasmo no mindinho do pé.
Outrora, porém, transpunha-me de volúpias inquiridas. Recheios macerados. Enxergava na urgência de Deus a copular.
Acho que a Verdadeira medida é a de petiscar-se em idéias e verdades. Nirvana em espinha dorsal, e um continuar prolongado, mais que espetacular. Orgasmo no mindinho do pé.
02 August 2007

Das raivas e das agonias.
Arrebatadoras e cretinas. ...Parindo-nas em segredo. Segredo imbecil.
Parece até coisa de cinema, circular aerofóbico..tudo em volta voltando à sim.
Cretina ...Criança.
E quando acaba, ela de Dry Martine, faz pose de mulher madurada:
Arrebatadoras e cretinas. ...Parindo-nas em segredo. Segredo imbecil.
Parece até coisa de cinema, circular aerofóbico..tudo em volta voltando à sim.
Cretina ...Criança.
E quando acaba, ela de Dry Martine, faz pose de mulher madurada:
obscenamente irônica.
Coisas dessa Vida cretina, que usa cinta liga.
Coisas dessa Vida cretina, que usa cinta liga.
29 June 2007
24 June 2007
Eu não durmo. Meu corpo cambita por dentro de meus ombros. Há espaço demais dentro de mim. Estou com um medo que me surpreende. Logo eu, que gozava do futuro envelhecer feito bonsai. Se o espaço de meu corpo for cada vez maior, temo me matar de tanto cintilar vivido; tenho medo de não saber lidar com essa felicidade construída.
Hoje são minhas vinte umas primaveras.
Hoje são minhas vinte umas primaveras.
23 June 2007
TENHO UMA HISTÓRIA A ESCREVER. Nada sei mais que qualquer coisa, apenas os quinze segundo de aflição. Ela corre na avenida, bem enquadrada na câmera, sem tempos lógicos, expectativa ofegante, quase mortal. Nada sei sobre ela ainda. Não quero que morra como outras já morreram de mim. Esta vingará.Quero que seja densa, tal qual Zaratrusta, tal qual Simone a faria.È tão incrível como essas história podem nos transformar em medo e pó. È de ressaca mental, hiperativismo neurônico, um trago delas e já nos vemos num barato sem cigarros ou bebidas, refletindo, além, além e mais, intensamente e inevitavelmente.
20 June 2007
19 June 2007
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
Clara Liz no Peito
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